O ritmo de investimentos em saneamento básico ainda é insuficiente e não deve alcançar toda a população até 2033. O alerta foi realizado pelo economista Marcelo Trindade, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em audiência na Câmara dos Deputados.

Segundo Trindade, são necessários investimentos na ordem de R$ 31,5 bilhões por ano para alcançar a meta de universalização do saneamento básico até 2033. Ele alertou que a média, entre 2008 e 2021, foi pouco mais da metade disso. Por isso, a meta só deve ser alcançada em 2040.

Outro dado alarmante foi trazido pelo diretor da Associação Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de água e Esgoto (Abcon), Percy Soares Neto. Para ele, se o ritmo de investimento atual for mantido, o Brasil só conseguirá alcançar a universalização da água potável em 2091 e a do esgoto em 2060.

O economista do BNDES afirmou que mais da metade dos investimentos em água potável e coleta e tratamento do esgoto entre 2016 e 2020 se concentraram em São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

 

O BNDES está auxiliando as regiões metropolitanas e estados com projetos de concessões, parcerias público-privadas e privatizações, num total de 24, que devem atingir 30% do déficit. Ele afirmou que os modelos devem variar conforme a situação.

Nos últimos três anos, segundo Percy Soares Neto, foram realizados 28 leilões na área de saneamento em 17 estados com R$ 98 bilhões em investimentos contratados e outorgas. Os operadores privados já estariam atendendo 24% da população.

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Fonte: Agência Câmara de Notícias