Há muitos anos, os brasileiros vêm sendo atingidos por diversos problemas sociais que acabaram aumentando ainda mais durante a pandemia, como o desemprego, a inflação e a extrema pobreza. 

Pensando nisso, preparamos este texto para você entender quais são os grandes problemas a serem resolvidos nos próximos anos. Vem com a gente!

Taxa de desemprego 

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no 1º trimestre de 2021 a taxa de desempregados alcançou os inéditos 14,6%. A boa notícia é que, três meses depois, esse número diminuiu para 13,2%. 

Porém, ainda são quase 14 milhões de brasileiros esperando por uma nova oportunidade de trabalho. 

A consultoria Austin Racing realizou uma comparação entre as 40 nações mais poderosas do planeta. Amargamos a 4ª pior colocação entre as taxas de desemprego mundo afora.

A fila por uma vaga de trabalho é um problema que afeta há bastante tempo os brasileiros. Segundo o IBGE, desde 2016, o país vem registrando desemprego acima dos 10%. 

Banco Central revela que as projeções do mercado financeiro indicam taxas acima dos dois dígitos pelo menos até 2024. 

 

Cai o poder de compra com o desemprego

O IBGE concluiu que o rendimento médio mensal do brasileiro diminuiu 3,4% em 2020 e atingiu o menor valor dos últimos nove anos. Isso significa um enorme problema para nossa economia. 

As pessoas começam a consumir menos, tornando-se um ciclo vicioso. A Tendências Consultoria revela que a classe média brasileira encolheu e tem menos dinheiro para gastar. 

O consumo da classe C diminuiu 10% nos últimos anos. O orçamento mais apertado levou a mudanças nos hábitos de compras, que se tornaram mais limitadas e enxutas. 

Roupas, automóvel, eletrodomésticos e até plano de saúde saíram do radar de diversas famílias espalhadas pelo país.

 

Alta da inflação no Brasil

De acordo com levantamento feito pelo Portal das Indústrias, a partir de 2016 a inflação passou a figurar entre os principais problemas do país, segundo os próprios brasileiros. 

Em 2012, por exemplo, a inflação aparecia somente em 12º colocado no mesmo ranking realizado pelo órgão. Há razões para isso. 

De acordo com dados do IBGE, a inflação oficial do Brasil fechou 2021 com avanço de 10,06 %. Essa é a maior taxa acumulada desde 2015, quando o índice bateu a marca de 10,67%.

O número é bem acima do teto de metas definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que era de 5,25%.

 

Saúde pública brasileira

Sabia que 7 em cada 10 brasileiros dependem exclusivamente do Sistema único de Saúde (SUS)? É o que diz mais um levantamento feito pelo IBGE

Os moradores das regiões Norte e Nordeste são os que mais necessitam de uma boa cobertura por parte da saúde pública nacional. Porém, os pacientes sofrem com diversos problemas como a falta de profissionais, além de longas filas para receber atendimento.

 

Falta de médicos e profissionais da saúde em hospitais públicos 

Um estudo divulgado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) indica que o número de médicos no Brasil aumentou consideravelmente na última década, mas ainda segue com distribuição desigual e abaixo da média mundial. 

Segundo a instituição, a média nacional é de 2,4 profissionais para cada mil habitantes. O país está abaixo do considerado ideal pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que é de 3,4 para cada mil habitantes.

 

 

A alta da desigualdade social

O Relatório Mundial da Organização das Nações Unidas (ONU) revela um dado alarmante. Estamos entre as oito nações mais desiguais do planeta. Estamos atrás só das nações africanas. 

Outra pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 2019 já indicava que a desigualdade social no país aumentava pelo 17º trimestre consecutivo. Era o maior período de alta já visto na história do nosso país. 

 

Concentração de renda entre os brasileiros

O mesmo IBGE indicou que a renda média per capita da população brasileira em 2019 foi de apenas R$ 1.439. A pesquisa reforça que há grandes desigualdades entre os estados. 

O Distrito Federal, por exemplo, tem rendimento quase duas vezes maior que a média nacional: R$ 2.686. 

Vale lembrar que essa região conta com a maior concentração dos servidores públicos, que ganham altos salários e benefícios. 

A renda mensal do Distrito Federal é quatro vezes superior, por exemplo, aos R$ 636 registrados no Maranhão, que possui a pior renda per capita do Brasil.