Nos últimos tempos vem se falando muito a respeito da possível privatização da Petrobras, a maior e mais conhecida estatal brasileira.

O próprio governo federal, por meio do Ministério da Economia, já defende a desestatização com o intuito de ampliar os gastos em políticas públicas e bancar investimentos em gastos sociais.

Mas, afinal, o que é a Petrobras? Como ela é administrada e quais são os motivos para ser privatizada? Vem com a gente para você entender tudo isso!

O que é a Petrobras e como ela funciona?

A Petrobras é uma companhia que foi criada em 1953 no governo Getúlio Vargas com o objetivo de extrair o petróleo em solo nacional e produzir energia aos brasileiros. 

Atualmente, a empresa se dedica à exploração, produção e comercialização de petróleo e gás natural. A estatal é líder mundial em tecnologia na busca de petróleo em águas profundas.

 

Economia mista e capital aberto

Uma empresa de economia mista é uma estatal que recebe investimentos públicos e privados com a finalidade de prestar um serviço público à população.

As aplicações são realizadas por meio da compra de ações na bolsa de valores. Elas podem ser adquiridas por qualquer um que tenha interesse em apostar na companhia, ou seja, se você quiser, pode investir na Petrobras. 

De acordo com uma matéria divulgada pela CNN, as ações da Petrobras são divididas da seguinte maneira:

  • União, com 36,75% das ações;
  • Brasileiros, com 20,45% das ações;
  • Estrangeiros, com 42,79%.

Ao todo, são mais de 750 mil acionistas individuais, como pessoas físicas. O valor de mercado da empresa é estimado em R$ 376,64 bilhões.

 

Por que o governo federal deve realizar a desestatização?

A privatização da companhia pode render bons frutos ao povo brasileiro, gerando mais empregos e renda à sociedade. Confira os principais motivos abaixo:

 

O petróleo continua pertencendo ao Brasil

“O petróleo é nosso” é uma frase das pessoas que não acreditam que desestatizar possa ser um bom caminho. Privatizar a Petrobras não significa que o petróleo não vai continuar pertencendo ao Brasil, pelo contrário. 

A empresa privada terá apenas o direito de explorar e refinar o produto, seguindo sempre as leis nacionais e a regulação da ANP (Agência Nacional de Petróleo). Portanto, a commodity ainda será da União. 

 

Contribuinte não pagará por casos de corrupção

Em empresas controladas pela iniciativa privada, você e todos os outros brasileiros não pagam cifras bilionárias ocasionadas por situações de má gestão, apadrinhamento político e, principalmente, corrupção.

A Polícia Federal estima que o prejuízo por esquemas de desvios de dinheiro que aconteceram nas últimas décadas na petrolífera chegou a mais de R$42 bilhões. Todos nós tivemos que contribuir para sanar essa dívida. 

 

Empresas privadas geram mais empregos à população

As privatizações contribuem na potencialização interna de geração de empregos. Uma pesquisa feita pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) revela que, 10 anos após a privatização da Vale do Rio Doce, além do aumento do seu faturamento, o número de funcionários quase triplicou.

Outro exemplo é o caso da Embraer. Um artigo publicado na revista Exame indica que o quadro de funcionários dobrou anos após a sua desestatização. 

 

Investimentos em programas sociais

A privatização, não só da Petrobras, mas de diversas outras estatais, como a dos Correios e da Eletrobras contribuem para a criação de um fundo de renda aos mais pobres. 

De acordo com uma matéria publicada recentemente pelo Poder 360, o valor de mercado da estatal só vem subindo nos últimos anos, chegando a R$ 376,64 bilhões. 

Uma parte da quantia conquistada pela desestatização pode ser utilizada em um programa fixo de renda mínima aos brasileiros que mais precisam neste momento. O próprio Ministério da Economia já admite essa ideia para reforçar os programas sociais. 

Vale lembrar que apoiamos as desestatizações de diversas outras companhias! Você também pode saber os motivos para privatizações dos Correios 

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