Após quase 04 anos do governo federal atual, a grande estatal Eletrobrás foi finalmente privatizada, esse projeto estava em curso desde muitos anos.
Em março de 2021, a Eletrobrás foi incluída no Programa Nacional de Desestatização. A medida tem como objetivo melhorar sua capacidade de investimento e contribuir para o desenvolvimento do setor energético brasileiro.
A Eletrobrás é a maior companhia do setor elétrico da América Latina e detém um terço da capacidade instalada de geração de energia elétrica do país.
A empresa também possui quase metade do total de linhas de transmissão de energia.
O processo de privatização
O processo de capitalização da empresa começa antes de sua efetiva privatização, pois as primeiras ações da empresa estão sendo emitidas para atrair novos investidores.
A intenção é que o capital da empresa seja diluído até que a participação do governo seja reduzida para 45%.
O que se espera da privatização?
Essa proposta de privatização tem como objetivo dar à empresa mais competitividade e agilidade na gestão de suas operações, sem as burocracias impostas pelo Estado que, muitas vezes, retardam a expansão da companhia.
Além de permitir a implementação dos atributos de governança corporativa naturais do mercado, equiparando todos os acionistas, seja público ou privado, com mais transparência em sua gestão.
Com isso, se viabiliza o fluxo de investimentos no setor elétrico, permitindo o surgimento de novas oportunidades, ampliando a qualidade e a infraestrutura da empresa e fornecendo energia elétrica de forma mais eficiente, por um preço mais baixo para a sociedade brasileira.
O que motiva a privatização?
Dentre os desafios que justificam a parceria entre os setores público e privado para a realização da privatização, destacam-se:
- Estimular o desenvolvimento tecnológico;
- Aprimorar a administração da Eletrobrás;
- Valorizar e desenvolver o mercado de capitais para estimular a economia brasileira.
Por que acelerar a privatização durante os meses de julho e agosto?
A discussão atual está em torno da corrida imposta pelo governo federal em relação à privatização.
Como é possível analisar diante de artigos[H1] que discutem entrevistas com membros do Ministério da Economia, a intenção por trás de apressar o processo de privatização se justifica quando se analisa o aumento das taxas de juros americanas. Isto é, cada porcentagem que aumenta drena o lucro obtido em reais.
Apesar de o horário de verão do hemisfério norte poder reduzir o interesse no investimento em ações da Eletrobrás, a taxa de juros de empréstimo americano (Fed rate) é a maior preocupação no momento.
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