Nos últimos meses o Brasil vem registrando deflação, significa que ao invés dos preços subirem, o caso da inflação, eles estão diminuindo. Uma prévia divulgada pelo Poder 360 indica que o país teve deflação de 0,37% no mês passado.
Mas, apesar do recuo geral, de acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), o grupo de bebidas e alimentos aumentou 14,7% nos últimos 12 meses. Destaques negativos para o mamão (99%), cebola (75%), morgando (73%) e o leite (66%).
Então o que explica os alimentos continuarem com preços salgados nos supermercados? A gente te mostra os motivos!
Comida é impactada com a guerra entre Rússia e Ucrânia
O preço dos alimentos infelizmente ainda é muito impactado pela guerra entre as duas nações europeias. Juntos, os países correspondem a 50% da exportação mundial de insumos agrícolas como milho e trigo, por exemplo.
Para se ter uma noção do problema, desde o início do conflito, o preço do trigo já subiu quase 30% no mercado internacional. Os dados são da Agroconsult. O produto presente em pães, massas e bebidas é fundamental para a mesa dos brasileiros.
Os fatores logísticos causados pela guerra desempenham um papel fundamental no aumento dos preços. Os portos ucranianos seguem bloqueados. Não há exportações pelo Mar Negro e as exportações pelo Báltico também estão escassas.
Pandemia ainda tem efeito importante na alta dos preços
Apesar de estarmos em um momento muito positivo em relação a pandemia, ela ainda nos deixa marcas negativas, como o preço dos alimentos.
Levantamento realizado pela CNN feito neste ano indica que os alimentos foram, de longe, os que mais pesaram no bolso no brasileiros desde o início da crise sanitária mundial. Encher o carrinho no supermercado ficou, em média, 31,5% mais caro nos últimos dois anos.
Os legumes, por exemplo, estão 60,7% mais caros, as carnes subiram 40,7% e as frutas mais de 36% no período. A mesma pesquisa mostra que dos 20 produtos com os maiores aumentos, 19 são alimentos.
Crise hidrelétrica que atingiu o Brasil em 2021
Sim, a falta de chuvas no Brasil encareceu não só a luz, mas o etanol e comida que chega à sua mesa. As precipitações nas regiões onde ficam as principais hidrelétricas do país, nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, atingiram os menores níveis em décadas.
Os reservatórios esvaziaram e o governo federal foi obrigado a recorrer a novas fontes de geração, que são mais caras que a água, afetando toda a economia.
A falta de chuva fez com que as lavouras de São Paulo e Minas Gerais fossem afetados pesando no preço de vários alimentos. Todos os agricultores foram prejudicados por quebras de safra por seca ou geada.
Fatores climáticos afetaram a agropecuária
Já ouviu falar do fenômeno La Niña? É um evento climático que no Brasil provoca efeitos opostos: aumento de chuvas no Norte e Nordeste, enquanto temos seca e temperaturas muito elevadas na região Sul e Centro Oeste.
Resultado? Geadas e excesso de chuvas prejudicaram o setor agropecuário, causando quebras de safra de milho na Região Sul, por exemplo. Por este motivo, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) diminuiu em 10% a estimativa de produção de grãos da safra 2021/2022. Com menor oferta, a tendência é aumento de preços no supermercado.
Entendeu os motivos para a alta dos alimentos nos últimos anos?
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