Um em cada cinco brasileiros com idade entre 15 e 29 anos não estava ocupado nem estudava em 2022. É o que mostra o levantamento mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado no começo de dezembro. No total, eram quase 11 milhões de brasileiros que não estavam ocupados com trabalho no ano passado.
A pesquisa mostra que a falta de oportunidades de estudo afeta principalmente as mulheres pretas ou pardas: 43,3% delas não estavam ocupadas. Do total de 10,9 milhões de jovens que não estudavam e não estavam ocupados, 61,2% eram pobres, o que mostra o avanço da desigualdade no país.
“O indicador inclui, simultaneamente, os jovens que não estudavam e estavam desocupados, que buscavam uma ocupação e estavam disponíveis para trabalhar, e aqueles que não estudavam e estavam fora da força de trabalho, ou seja, que não tomaram providências para conseguir trabalho ou tomaram e não estavam disponíveis”, explica Denise Guichard, analista da pesquisa.
Falta de trabalho atinge os mais pobres
Os dados da Síntese de Indicadores Sociais mostram que quanto menor o rendimento domiciliar, maior é o número de jovens que não estudam ou trabalham. Do total de 10,9 milhões de jovens que não estudavam e não estavam ocupados, 61,2% eram pobres, com renda domiciliar per capita inferior a US$ 6,85 por dia, e 14,8% eram extremamente pobres. No Nordeste, 75,5% dos jovens que não estudavam e não estavam ocupados encontravam-se na pobreza e 22,5% na extrema pobreza.
Brancos ganham mais do que pretos ou pardos
O IBGE também afirma que a hora de trabalho é mais bem paga aos brancos (R$ 20) do que aos pretos e pardos (R$ 12,4). Em 2022, a população ocupada de cor branca (R$ 3.273) ganhava, em média, 64,2% mais do que as de cor preta ou parda (R$ 1.994).
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