De acordo com  dados divulgados pelo CNI (Confederação Nacional da Indústria), o Brasil está entre os 10 países que mais gastam com o funcionalismo público no planeta. Ocupamos a 7ª posição de uma lista que engloba 70 nações. 

O estudo referente aos gastos do nosso país foi feito com base nos gastos de três pilares: União, estados e municípios. Mas, por que gastamos tanto com o funcionalismo público? É o que você vai entender neste post! 

O peso do funcionalismo público no Brasil

A pesquisa revela algo que nos chama bastante atenção: estamos na frente de países com estrutura fiscal para ter gastos elevados como a França, Itália e Suécia. No total, as despesas com os servidores públicos é de 13,4% do nosso PIB (Produto Interno Bruto). 

Outros países desenvolvidos, como a Austrália e os EUA, contam com massas salariais menores, de cerca de 9% do PIB. Já o Chile gastou apenas 6,4% do PIB em salários do funcionalismo público em 2015.

 

Enorme diferença salarial com a iniciativa privada 

Uma das razões para esse enorme gasto com o funcionalismo se deve aos altos salários da elite dos servidores. 

Um estudo divulgado pelo Banco Mundial revela que o servidor público ganha 67% a mais que o empregado da iniciativa privada com funções semelhantes, mesma formação e experiência profissional. 

Além disso, vale ressaltar que o chamado “prêmio salarial” do funcionalismo brasileiro é o mais alto do mundo feito em uma amostra com 53 países. 

Segundo o relatório, os funcionários públicos federais estão no topo da distribuição de renda do país. Das 10 atividades com salários mais elevados, seis estão no setor público, algo incomum em países da OCDE e economias emergentes.

 

Gastos excessivos com penduricalhos da elite do Judiciário

Outra razão é o enorme gastos que temos com a elite do funcionalismo público. De acordo com levantamento do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), gastamos mais de R$ 100 milhões em 2021 com as despesas do Poder Judiciário. Isso mesmo com o cenário de pandemia da covid-19. 

Esses custos podem aumentar ainda mais. Recentemente o STF (Superior Tribunal Federal) aprovou reajuste de 18% dos seus próprios salários, indo de R$ 39 mil para R$ 46 mil, desencadeando um efeito cascata em todo o Poder Judiciário. 

A estimativa é que, com esse possível aumento, os gastos vão aumentar mais de R$ 15,7 bilhões nos próximos anos. 

 

Supersalários da elite dos servidores públicos

Levantamento feito pela CLP (Centro de Liderança Pública) mostra que uma parte minúscula dos servidores custa bem caro para nosso bolso. Cerca de 0,2% do funcionalismo, ou 25 mil servidores, recebem os chamados “supersalários”, aqueles que ganham acima do teto, hoje de R$ 39,2 mil. 

Bancar essa minoria decimal custa R$ 2,6 bilhões aos cofres públicos todos os anos, considerando só os valores que eles recebem acima dos R$ 39,2 mil do teto. 

Para se ter uma ideia, a quantia é o dobro do que é gasto anualmente pela CGU (Controladoria Geral da União), R$ 1 bilhão em 2020. 

O levantamento ainda explica que cada um desses servidores recebe em média R$ 8.500 acima do teto por ano com esses “penduricalhos”. Em muitos casos, porém, a diferença é bem maior.

 

Reforma Administrativa justa e abrangente

Apoiamos a Reforma Administrativa, uma proposta de emenda à Constituição que procura aumentar a eficiência dos serviços do Estado prestados à população e diminuir o crescimento dos gastos públicos. 

Segundo uma pesquisa realizada pelo Ipea, a Reforma Administrativa traria uma economia entre R$ 673 bilhões a R$ 816 bilhões nos próximos dez anos. 

Esse projeto é muito importante para o governo ajustar suas contas e investir em setores que realmente importam aos brasileiros mais necessitados, como saúde, saneamento básico, segurança e educação.

 

Entendeu por que gastamos tanto com os servidores?

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