Você já sabe, em outubro, nós brasileiros vamos às urnas escolher o novo presidente do Brasil pelos próximos 4 anos.

Seja qual for o próximo mandatário, quem vencer as eleições em 2022 deverá enfrentar enormes problemas sociais e econômicos que atingem o nosso país há muitos anos e, infelizmente, aumentaram ainda mais durante a pandemia.

Por isso, preparamos este blog para compartilharmos os principais temas que tendem a pautar a campanha eleitoral deste ano. Confere aí!

Alto índice de desemprego no Brasil

Esse deve ser o foco principal nos debates eleitorais. De acordo com uma pesquisa feita pela Genial/Quest, 41% dos brasileiros têm como grande preocupação o crescimento econômico, desemprego e inflação. 

A maioria dos entrevistados acredita que a atual situação econômica do país deve continuar bem parecida ou ainda piorar ao longo deste ano. De fato, o tema é extremamente importante aos brasileiros. 

Segundo dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 13,5 milhões de pessoas estão em busca de uma vaga de trabalho em todo o país. Isso equivale a mais de 12% da população. 

 

Taxa de inflação atingiu o maior patamar dos últimos 6 anos

Seguindo no campo econômico, destacamos a inflação, que preocupa muito o povo brasileiro. Dados do  IBGE revelaram que a inflação oficial do Brasil fechou 2021 com avanço de 10,06%. É a maior taxa acumulada desde 2015, quando o índice bateu a marca de 10,67%.

Com certeza você tem a sensação de que o seu carrinho de supermercado está mais vazio. E o seu bolso também. Não é coincidência. 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou uma alta de 10,74% nos últimos 12 meses. É o maior índice dos últimos 21 anos no Brasil. Açúcar, maracujá, carne e café estão entre as maiores altas nesse período.

Estes números bem elevados diminuem o poder de compras dos brasileiros e desabam a economia.

 

Programas sociais para acabar com a pobreza no Brasil

O aumento da pobreza com certeza será debatido entre os candidatos à presidência. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostrou no fim do ano passado que 28 milhões de pessoas vivem abaixo da linha de pobreza no Brasil. Em 2019, antes da pandemia de covid-19, esse número já era muito alto, pouco mais de 23 milhões de indivíduos. 

A combinação entre inflação e desemprego alto tem afetado diretamente os mais pobres e prejudica todo o país.

Por isso, mais do que nunca, os postulantes ao Palácio do Planalto devem expor suas ideias para criações de programas sociais, com contrapartidas educacionais, que sejam robustos e auxiliem os brasileiros mais necessitados. 

 

Fome continua atingindo os mais pobres

Sabia que quase 20 milhões de brasileiros passam 24 horas ou mais sem ter o que comer? É o que diz o levantamento feito pela Rede Penssan. Para você ter uma noção do tamanho do problema, esse número de pessoas equivale à população do Chile. 

A pesquisa mostra ainda que mais 74 milhões sofrem diariamente com a insegurança de terem que passar por essa situação deplorável.

Como diminuir a fome no Brasil? Lembre-se dessa pergunta, ela será muito abordada nos debates.

 

Problemas da saúde pública 

A saúde e a pandemia também entrarão em pauta nas eleições de 2022. O tema é um dos mais discutidos pelos eleitores.

Levantamento feito pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) apontou que a gestão da saúde pública deve ser o segundo tema mais importante a ser pautado nos debates, perdendo apenas para a economia.

Antes da pandemia, o assunto saúde sempre foi alvo de reclamação da população brasileira. Nas eleições de 2018, segundo o Ibope, o tema foi apontado como o grande vilão do país. E há razões para isso. 

 

Longas filas de espera no SUS

Esperar por uma consulta médica faz parte do protocolo de quem é atendido pelo sistema público de saúde. 

Um relatório do Fisc Saúde, divulgado em 2016, nos mostra um dado alarmante: o Brasil tem uma média de 2,8 consultas por habitante. 

Aparecemos só em 27º colocado em uma lista que engloba 30 nações. A taxa é muito inferior ao top 3: Coreia do Sul (14,3), Japão (12,9) e Hungria (11,8).

 

Redução de leitos médicos na última década 

O baixo número de leitos nos hospitais públicos do país já vem antes da pandemia de covid-19. O Conselho Nacional dos Municípios (CNM) calculou em 2018 a perda de 40 mil leitos hospitalares nos últimos 10 anos. 

Poucos equipamentos e a falta de profissionais capacitados são alguns dos motivos para os fechamentos. Os leitos são extremamente necessários para uma estadia digna aos pacientes.

 

Avanço das privatizações e Reforma Administrativa no Congresso Nacional

Em busca de mais investimentos na área social e pelo fim dos privilégios da elite do funcionalismo público, as privatizações e a Reforma Administrativa devem ser muito discutidas. 

Lutamos para que os chamados penduricalhos, como auxílio moradia, saúde, adicional noturno e férias de 60 dias, sejam extintos e assim acabaremos com as regalias e os supersalários, principalmente do Poder Judiciário. 

Só em 2019, segundo o CNJ, mais de R$ 415 milhões foram gastos apenas com benefícios extras dados aos magistrados.

Uma pesquisa divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrou que a Reforma Administrativa traria uma economia entre R$ 673 bilhões e R$ 816 bilhões nos próximos dez anos. 

As privatizações de estatais e a Reforma Administrativa são fundamentais para o país ajustar suas contas e investir em setores que realmente importam aos brasileiros mais necessitados, como saúde, saneamento básico e educação.

 

Viu quais serão as principais pautas das eleições de 2022? Clique aqui e fique por dentro de outras curiosidades sobre política e economia no nosso blog!