No ensino fundamental, a educação financeira se tornou obrigatória em 2017. Três anos depois, o Ministério da Educação (MEC) transformou o conteúdo obrigatório também para o ensino médio. Com isso, as instituições de ensino devem atender às novas diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Porém, dados indicam que essas aulas ainda não chegaram em muitas escolas do país. A AEF Brasil (Associação de Educação Financeira do Brasil) revela que apenas 7% dos colégios na Região Centro-Oeste e Nordeste, por exemplo, trabalham com esta atividade.
Mas, você sabe quais são os motivos para investirmos em educação financeira na base educacional? A gente te mostra tudo!
Capacitação dos professores e alunos com responsabilidade financeira
Aprender a gastar menos nunca foi tão necessário. Porém, como ensinar sobre inflação, taxa de juros e investimentos quando mais de 40% da população adulta tem algum tipo de dificuldade financeira? Isso é o que diz o Serasa.
Por isso, antes do conteúdo ser transmitido para mais de 25 milhões de jovens brasileiros, é preciso que os professores sejam preparados e treinados para lidar com o assunto.
Importante ressaltar que o MEC (Ministério da Educação) lançou em 2021 um programa que oferece aos docentes cursos gratuitos de formação em educação financeira, para que assim o tema seja discutido em sala de aula.
Brasileiros cada vez mais com dívidas atrasadas
Infelizmente, a população tem dificuldades em administrar o dinheiro, talvez porque não tenha muito. O mesmo Serasa revela que o número de pessoas com nome sujo ou dívida atrasada era de mais de 63 milhões até o fim de 2020.
Além disso, vale ressaltar que o desemprego continua em dois dígitos, atingindo 10,5% dos cidadãos, dificultando ainda mais o dia a dia dos brasileiros. Com bons hábitos financeiros é possível controlar os gastos e diminuir as despesas para melhora do bem-estar.
Renda mensal média do brasileiro diminuindo
De acordo com estudo recente divulgado pela Desigualdade das Metrópoles, a renda média dos brasileiros atingiu seu menor nível nos últimos 10 anos, chegando a irrisórios R$ 1.378 mensais. O levantamento aponta que o empobrecimento atingiu todas as classes sociais, principalmente as mais pobres.
E o índice de inflação aumentando...
Se não bastasse a queda generalizada do rendimento médio da população, a inflação, que significa o aumento geral dos preços e serviços, também atinge em cheio o bolso dos brasileiros.
Segundo levantamento realizado pelo Poder 360, nosso país tem a quarta maior taxa inflacionária do G-20, grupo que reúne as maiores economias do planeta. O índice está a 12,1% no acumulado de 12 meses. Estamos atrás somente de Turquia (69,9%), Argentina (58%) e Rússia (17,8%).
Adivinha quem são os mais prejudicados pela disparadas de preços? Sim, as famílias mais necessitadas. Ter uma educação financeira logo cedo contribui muito em momentos de extremo aperto, como estamos vivenciando atualmente.
Controle do consumo impulsivo
Sim, este motivo também é essencial para a educação financeira nas escolas. E compartilhamos um dado específico para comprovar isso.
O SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), por meio do projeto Meu Bolso, revelou que 33% das compras em supermercados são feitas, simplesmente, por puro impulso. Dos que admitem comprar por ânsia, 20% viram o produto e ficaram com vontade de fazer a aquisição.
Portanto, outro benefício da educação financeira é poder ajudar os brasileiros a realizarem algumas perguntas antes de saírem comprando itens sem necessidade: eu preciso? Eu posso? Eu devo?
Quer saber mais informações e fatos sobre política, saúde e economia? Então clique aqui e fique por dentro de tudo do nosso blog.

