Um dos grandes objetivos do país deveria ser a redução da desigualdade social. E a área da educação pode ser uma aliada fortíssima para essa batalha. A educação básica universal, com qualidade, é um dos motores para romper o ciclo da pobreza do país.

Mas os números não estão a nosso favor, pelo contrário. Somos o 57º colocado no Ranking Mundial da Educação, feito pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). 

Os investimentos nesta área devem aumentar para que possamos oferecer mais oportunidade a todos os brasileiros, gerando mais riqueza ao país.

Baixo investimento no sistema educacional brasileiro

De acordo com uma matéria divulgada pelo UOL, o Brasil reduziu cerca de 56% os investimentos na educação nos últimos quatro anos. 

A OCDE considera que os gastos do nosso país nesta área tão importante ainda são baixos. Segundo a organização, o investimento por aluno, por exemplo, está abaixo das nações desenvolvidas.

O estudo aponta que o salário médio dos professores no Brasil é menor do que na maioria dos países da OCDE, também é ao menos 13% menor do que o salário médio dos trabalhadores brasileiros com ensino superior. 

 

Desigualdade do acesso à educação

Muitos brasileiros sofrem para ter acesso ao ensino básico, fundamental e médio. E os números são alarmantes.

Uma pesquisa do IBGE em 2019 concluiu que temos ainda 11 milhões de analfabetos espalhados pelo país. Além disso, mais da metade dos brasileiros acima de 25 anos não concluiu a educação básica. Só 16,5% chegaram a finalizar o ensino superior. 

O relatório ainda mostra que 35% dos brasileiros com mais de 14 anos não completaram o ensino fundamental. A baixa escolaridade afeta diretamente nos salários dos profissionais. É uma cadeia sistêmica.

Diferença nos salários

Obter um diploma de curso superior não garante emprego, mas coloca o trabalhador em vantagem cada vez maior.

De acordo com dados divulgados pelo Insper, um profissional com universidade completa recebe, em média, cinco vezes a mais que o rendimento de um brasileiro com até um ano de estudo. 

A pesquisa concluiu que as pessoas que foram à escola por menos tempo são as mais prejudicadas em tempos de crise no mercado de trabalho. 

Atualmente, um trabalhador com ensino superior completo tem um rendimento médio de R$ 4.911,66, enquanto um brasileiro com até um ano de estudo ganha R$ 859,81. A diferença entre os rendimentos dos dois grupos é de 471%.

 

Educação reduz a desigualdade social

No Ranking Mundial da Educação, países como Canadá, Japão e Finlândia aparecem entre os primeiros. São nações que sempre investiram em educação e têm os resultados. 

De acordo com o Índice Gini, que mede a desigualdade mundial, o país asiático é o terceiro menos desigual do planeta. O Brasil, por exemplo, é o nono mais desigual.

Mesmo com a pandemia, a taxa de desemprego do Japão é atualmente de apenas 2,9%. É o que indica o Escritório de Estatísticas. No Brasil, chegamos ao nível recorde, com 14,4%.

Assim como as reformas, as privatizações e um programa de renda mínima, a educação é um dos pilares fundamentais para termos um país menos desigual, em que todos tenham acesso a mais e melhores oportunidades, gerando mais riqueza para a sociedade.

 

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