O novo Presidente da República está eleito. Porém, os principais desafios do próximo governo vão muito além deste último domingo. O cenário no país apresenta uma série de complicadores, como a extrema pobreza, preço dos alimentos, reformas estruturais...

Pensando nisso, listamos alguns desafios do governo federal para os próximos quatros anos. Confira abaixo! 

Redução da desigualdade social

Infelizmente, a desigualdade social continua muito latente em nosso país. Nos dias atuais, de acordo com estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas), a renda domiciliar até R$ 497 mensais chegou a 62,9 milhões de brasileiros em 2021, o que representa 29,6% da população total do país.

O mesmo levantamento revela que nos últimos três anos (2019 a 2021), 9,6 milhões de pessoas tiveram sua renda comprometida e agora fazem parte do grupo da extrema pobreza.

 

Renda média do brasileiro caiu nos últimos anos

Ainda na questão da desigualdade social, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que o rendimento médio dos brasileiros diminuiu 5,6% em 2022. 

Em maio, o salário médio real de admissão foi de R$ 1.898, contra R$ 2.010 em maio do ano passado. Isso em valores corrigidos pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

 

Taxa de desemprego recuou, mas ainda atinge milhões de brasileiros

Uma boa notícia nos últimos tempos é que as vagas de trabalho vêm aumentando em todo o país. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa de desemprego caiu para 8,7%, o menor patamar desde 2015! Porém, o país ainda tem 9,5 milhões desempregados.

Além disso, o país tem o número recorde de trabalhadores sem carteira assinada. São 13,2 milhões de brasileiros que vivem nessa condição.

 

Preço dos alimentos nos supermercados

De acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), o preço do grupo de bebidas e alimentos aumentou 14,7% nos últimos 12 meses. Destaque negativo para o mamão (99%), cebola (75%), morango (73%) e leite (66%). Atualmente, encher o carrinho é um grande desafio para os mais pobres. 

 

Aprovação de reformas no Congresso Nacional

Reforma Administrativa

As reformas são fundamentais para o desenvolvimento do país. Uma Reforma Administrativa justa e abrangente, que inclua o Poder Judiciário, é necessária para acabar ou diminuir as regalias da elite dos servidores públicos. 

Vale lembrar que apenas 0,2% do funcionalismo recebem os “supersalários” e custam anualmente R$ 2,7 bilhões aos cofres públicos. Adivinha quem paga tudo isso? Todos nós brasileiros. É o que diz o Centro de Liderança Pública (CLP).

Um pequeno grupo de 25 mil profissionais em um universo de 11 milhões de trabalhadores ligados aos governos federal, estaduais e municipais recebe essa quantia. 

Para você ter uma noção: R$ 2,6 bilhões é mais que o dobro dos recursos anuais da Controladoria Geral da União (R$ 1,01 bilhão em 2020), órgão do governo destinado à investigação e combate à corrupção.

 

Reforma Tributária 

Um dos objetivos desse projeto é tornar o sistema tributário transparente, com mais benefícios aos brasileiros.

De acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), o Brasil tem o menor índice de retorno de bem-estar à sociedade entre os 30 países de maior carga tributária do planeta.

Você sabe quanto tempo uma empresa brasileira leva para pagar seus impostos no ano? Mais de 81 dias! Enquanto a média de outros países é de 8 dias. Os dados são da proposta da Reforma Tributária feita pela Câmara dos Deputados. 

E tem mais: os brasileiros, em geral, trabalham 153 dias no ano só para pagar tributos. Desde 2010 esse número, infelizmente, só vem crescendo. É preciso um basta. 

 

Privatizações das estatais

De acordo com dados divulgados em 2019 pelo Tesouro Nacional, o Brasil tem cerca de 18 estatais dependentes do governo federal.

Para ficar mais claro: estatais dependentes são aquelas que não geram lucro suficiente para pagarem suas despesas, como os salários dos funcionários. Assim, elas precisam de um repasse financeiro para sanar as contas.

O governo federal realizou a transferência de R$17,5 bilhões a essas companhias, apenas para pagarem as suas dívidas. Retrato do desperdício de dinheiro nos últimos anos.

 

Qualidade da educação brasileira

Infelizmente amarguramos apenas a 57ª colocação no Ranking Mundial da Educação

A falta de oportunidades atinge de forma desigual diferentes grupos sociais no Brasil. Estudo divulgado pelo Insper (Instituto de Ensino Superior e Pesquisa) revela que um profissional com diploma ganha até 5,7 vezes mais do que trabalhadores com menor nível de escolaridade.

Um brasileiro que concluiu a faculdade recebe, em média, R$ 4 mil, enquanto um profissional com até um ano de estudo ganha, em média, R$ 850. A diferença entre os dois rendimentos é de 471%. 

 

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