Privilégios salariais superam o teto constitucional e aprofundam a desigualdade em estados e municípios
Levantamento recente mostra que deputados estaduais chegaram a receber até R$ 105 mil em um único mês em 2024, graças ao acúmulo de benefícios e indenizações. O teto constitucional, que limita salários ao valor recebido por ministros do Supremo Tribunal Federal, foi superado em pelo menos três estados.
Em Rondônia, a remuneração líquida de parlamentares alcançou o valor recorde de R$ 105 mil. No Rio Grande do Norte, houve meses em que os salários chegaram a R$ 53 mil. E, em Roraima, os valores atingiram a casa dos R$ 55 mil.
As distorções também aparecem no Executivo estadual: governadores do Sergipe e do Acre chegaram a receber R$ 44 mil e R$ 40 mil, respectivamente, valores próximos ou iguais aos do presidente da República. Em alguns casos, a renda dos agentes públicos foi até 61 vezes maior que a média da população local.
Essas discrepâncias alimentam a desconfiança nas instituições e a sensação de distanciamento entre representantes e representados. Como apontam especialistas, é de suma importância discutir tetos salariais regionais compatíveis com a realidade socioeconômica de cada estado, evitando privilégios que ampliam ainda mais a desigualdade.
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