No mês de julho, o IPCA, principal índice de preços do país, teve a primeira deflação em mais de dois anos. A queda histórica de 0,68% é a menor taxa já registrada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) desde a série histórica que começou nos anos 1980. 

De acordo com o Banco Central, a expectativa ainda é que o fenômeno continue por mais dois ou três meses neste ano. Mas, afinal, o que significa a deflação e quais são os efeitos para seu bolso? É o que a gente te explica neste blog!

O que fez a taxa de inflação cair no Brasil? 

Antes de tudo, nós explicaremos o que é a deflação. Ela é o oposto da inflação, quando há o aumento de preço dos produtos no país. Ao invés de subirem, os valores são reajustados para baixo. Com isso, o índice de inflação fica negativo

Um dos principais motivos para a deflação acontecer é quando há a recessão (crise na economia). Neste caso, o mundo foi afetado pela pandemia do coronavírus, gerando uma anomalia na economia

Por conta disso, as pessoas compram menos e forçam as empresas a reduzirem os preços de seus produtos e serviços. No Brasil, a principal razão pela queda dos preços se deve à redução dos preços de combustíveis e da energia elétrica.

 

Redução do ICMS do combustível e energia elétrica

Vamos lembrar que no fim de junho o governo federal sancionou uma lei que limita o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre itens como combustível, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo. 

Os itens passaram a ser considerados como “essenciais e indispensáveis”, limitando a cobrança do ICMS de estados e municípios entre 17% e 18%. 

A intenção do projeto era diminuir os preços da gasolina e da conta de luz, já que, segundo estudo do IBGE, em 12 meses a gasolina havia acumulado alta de 31% e o etanol, 42%.

 

Queda dos preços dos combustíveis

Com a redução na alíquota do ICMS dos combustíveis, o preço do álcool e da gasolina acabou saindo mais barato para você, consumidor. Levantamento divulgado pelo UOL revela que o preço da gasolina caiu mais de 14% em julho. Em agosto, os produtos já diminuíram 8%. 

Por conta dessa medida, a conta de energia elétrica também caiu em diversos estados: Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e Espírito Santo. 

Com a queda dos preços puxada principalmente pelos combustíveis e energia elétrica, o índice do IPCA acabou ficando negativo no mês. 

 

Existe algum problema com a deflação sendo duradoura?

Atualmente a deflação é muito bem-vinda, pois melhora o poder de compra e estimula o consumo da população. Considerando só este ano, desde janeiro, a inflação é de 4,77%, bem abaixo dos 10% registrados em 2021.

Porém, a queda generalizada de preços por um longo período, um ano inteiro, por exemplo, é negativa para o país. 

Significa que o poder de compra da população está reduzido e as empresas e comerciantes diminuem sua produção porque o preço de venda não é o desejável. Esse cenário resulta em desemprego e até a quebra de negócios. Um efeito dominó.

 É muito importante ressaltar que esse fenômeno só pode acontecer em caso de a deflação ser muito duradoura no nosso país. 

 

Entendeu o que é a deflação e como ela impacta seu bolso?

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