Você sabe quantos brasileiros vivem na extrema pobreza no Brasil? De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), são mais de 33 milhões de pessoas que vivem com menos de R$ 289 por mês. É o pior cenário já registrado nos últimos 10 anos. 

Existem vários motivos para este número triste que o país enfrenta. Um deles é a falta da educação de qualidade à população. No Ranking Mundial da Educação, aparecemos apenas na 57ª colocação. 

Por que a educação é fundamental para reduzirmos a desigualdade? Vem com a gente!

Ensino primário e secundário garante maior renda 

Um relatório feito pela Unesco nos mostra um dado muito importante. O documento afirma que, se todos os adultos tivessem tido acesso ao ensino médio, a pobreza mundial seria reduzida pela metade. E existem diversos motivos para isso, de acordo com o instituto:

  • 1º: a educação vai melhorar as competências profissionais das pessoas;
  • 2º: o forte nível educacional melhora a resiliência da população às mudanças climáticas e aos desastres;
  • 3º: mulheres com nível mais alto de educação formal vão cuidar melhor de seus filhos e haverá uma diminuição de mortes por doenças contagiosas.

 

Menor nível de escolaridade, menor renda mensal

A falta de oportunidades atinge de forma desigual diferentes grupos sociais no Brasil. Estudo divulgado pelo Insper (Instituto de Ensino Superior e Pesquisa) revela que um profissional com diploma pode ganhar até 5,7 vezes mais do que trabalhadores com menor nível de escolaridade.

Hoje em dia, um brasileiro que concluiu a faculdade recebe, em média, R$ 4 mil, enquanto um profissional com até um ano de estudo ganha, em média, R$ 850. A diferença entre os dois rendimentos é de 471%.

Outro estudo internacional feito pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) reforça esta tese. Em 2015, pessoas entre 25 e 64 anos com diploma de ensino superior ganhavam 144% a mais do que trabalhadores só com o ensino médio concluído.

 

Maior taxa de desemprego entre os menos instruídos

Um dos principais motivos da desigualdade social é a falta de oportunidade de trabalho no Brasil. Atualmente, 8,9% dos brasileiros estão em busca por uma vaga de emprego no país. 

Um levantamento do IBGE, feito em 2018, mostra que, normalmente, a taxa de desemprego é maior entre as pessoas com menor escolaridade. 

Os mais afetados são aqueles que têm ensino médio incompleto. Para esse grupo, a taxa chega a 20%. Bem menor do que os 6,2% para os profissionais com curso superior. 

Vale lembrar que o Brasil é o 2º país com maior proporção de jovens sem trabalhar e estudar. Enquanto a média de nações da OCDE é de 16,6% na faixa entre 18 e 24 anos, a proporção nacional é o dobro, com 35,9% dos jovens.

 

Investimentos no sistema educacional preocupa

De acordo com o levantamento divulgado pela CNN Brasil, o país foi na contramão do planeta e deixou de aumentar a verba no ensino fundamental. 

Na América Latina, por exemplo, a Colômbia reportou aumentos no orçamento destinado ao ensino fundamental tanto em 2020 como em 2021, segundo a OCDE. Os gastos do MEC (Ministério da Educação) foram os menores em uma década. 

Assim como ações necessárias, como reformas, privatizações e um programa de renda mínima, a educação é um dos pilares fundamentais para termos um país menos desigual, em que todos tenham acesso às melhores oportunidades, gerando mais riqueza para a sociedade.

 

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