De acordo com uma pesquisa feita em 2018 pela Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), um em cada quatro brasileiros ainda não possui acesso à internet. 

O levantamento indica que as áreas rurais são as principais regiões afetadas. Mais da metade desses locais ainda estão inativos. 

Porém, os números nos mostram uma boa notícia: aos poucos a tecnologia está se aproximando dos brasileiros, principalmente dos mais pobres.

Neste post você vai conferir o cenário atual do acesso à internet e saber quais são os principais motivos para muitos ainda não estarem conectados. Vem com a gente!

Número de brasileiros com conexão de internet aumentou nos últimos anos

O mesmo Pnad, já citado no início do texto, realizou o mesmo levantamento em 2017. Naquela época, eram 54,5 milhões de brasileiros acima de 10 anos que não tinham nenhum acesso à rede mundial de computadores. 

A quantia correspondia a 30,2% da população. Essa porcentagem caiu para 25,3% no ano seguinte. O número de novos internautas aumentou em 10 milhões. Ao todo, 135 milhões de brasileiros possuem algum tipo de acesso à rede. 

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indica que o Nordeste é a região com mais dificuldade de conexão. Mais de 17 milhões de moradores continuam inativos. 

 

Aumento dos preços dos celulares nos últimos tempos 

Os preços dos smartphones contribuem para o problema. Segundo uma matéria divulgada pelo portal G1, o valor dos celulares novos subiu 30%, em média, nos últimos 12 meses.

Imagine um aparelho que custava cerca de R$ 800 há cerca de 1 ano. Hoje você não encontra esse mesmo equipamento por menos de R$ 1.000 nas lojas. Enquanto isso, a renda do brasileiro diminuiu 10% em 2021. De acordo com o IBGE, a média nacional atual é de R$ 2.489,00. 

Importante ressaltar que, apesar do aumento dos valores, o celular é o meio mais utilizado para acesso à internet no país. O Pnad indica que o smartphone é encontrado em 99,5% dos domicílios que acessam o mundo digital. 

 

Planos de rede móvel é caro para os mais pobres

Os brasileiros mais vulneráveis ainda têm muita dificuldade de adquirirem o seu equipamento de tecnologia. O custo de internet ainda é alto demais a uma parcela da população. 

Uma pesquisa divulgada pela revista Forbes calcula que 20% dos brasileiros precisariam utilizar 8% da sua renda mensal para comprar apenas 1 GB de dados. 

O estudo revela que esse gigabyte de dados móveis custa R$ 40 mensais. Vale lembrar que 27 milhões de brasileiros sobrevivem atualmente com apenas R$ 8,20 por dia. 

Em 2019, o IBGE revelou que a renda média per capita dos domicílios com internet era de R$ 1.527 por mês. A quantia é o dobro dos cerca de R$ 728 recebidos pelos que não conseguem utilizar a rede. 

 

Falta da educação digital é importante para o baixo uso da rede de internet

O Pnad compartilha em seu estudo que 41,6% dos brasileiros sem acesso à rede não sabem sequer utilizar o serviço tecnológico. 

De acordo com uma matéria divulgada pelo UOL, o Brasil reduziu cerca de 56% os investimentos na educação nos últimos quatro anos. 

Uma pesquisa do IBGE em 2019 concluiu que temos ainda 11 milhões de analfabetos espalhados pelo país. Além disso, mais da metade dos brasileiros acima de 25 anos não concluiu a educação básica. Só 16,5% chegaram a finalizar o ensino superior. 

A OCDE considera que os gastos do nosso país nessa área tão importante ainda são baixos. Segundo a organização, o investimento por aluno está abaixo das nações desenvolvidas.

 

Regiões afastadas e áreas rurais ainda não possuem serviço de internet

Outra razão para muitos estarem desconectados é a indisponibilidade de conexão em locais mais afastados no Brasil. Apesar da alta no número de acessos, mais de 51% dos lares do Nordeste seguem sem internet. 

Temos outro ponto alarmante: o IBGE indica que mais de 70% das propriedades rurais não possuem acesso à rede. A falta de conexão prejudica o uso de novas tecnologias em um dos principais setores da economia brasileira. 

 

O acesso global dos brasileiros à internet é mais um desafio a ser enfrentado pelos governantes. A rede digital deve ser cada vez mais compartilhada para que a população receba novas informações e aprendizados.