O Brasil retrocedeu na erradicação da pobreza, fome zero, saúde e bem estar, educação, igualdade de gênero, água limpa e saneamento, energia limpa e acessível, entre outras questões. É o que mostra um relatório da ONU (Organizações Unidas), divulgado no final de setembro.
No total, 102 das 168 metas de desenvolvimento da ONU retrocederam em comparação com 2015, quando houve o lançamento dos objetivos do desenvolvimento sustentável do planeta e da Agenda 2030. É um retrocesso de 60%.
Segundo a publicação, o Brasil falhou na erradicação da pobreza e voltou ao mapa da fome. A má gestão da pandemia agravou o quadro.
Com relação à fome, o país voltou aos mesmos índices dos anos 1990, com 66 milhões de pessoas, quase 31% da população vivendo insegurança alimentar moderada ou grave em 2022.
Com queda de 20% no orçamento de 2022 do Ministério da Saúde em relação a 2021 e falta de ações para combater o avanço da covid-19, o Brasil também retrocedeu no quesito de saúde e bem-estar da população.
Metas de desenvolvimento
Houve também retrocesso na educação e qualidade de ensino, bem como igualdade de gênero. Segundo relatório da ONU, o Brasil é o 92° de 153 países no ranking de garantia de equidade para mulheres.
No que diz respeito à água limpa e saneamento, o documento aponta para uma histórica falta de acesso à universalização efetiva do direito da água e ao saneamento básico.
A ONU também aponta que houve baixo crescimento da indústria, precarização do trabalho e do emprego digno, falta de comprometimento com as alterações climáticas, como o avanço do desmatamento e queimadas.
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