Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que a população em situação de rua aumentou 211% em dez anos. A pesquisa revela um aumento de 38% desde 2019, após a pandemia de Covid-19.

De acordo com a Agência Brasil, a Região Sudeste é a que concentra o maior número de população em situação de rua: são 151 mil pessoas. Em seguida, aparecem Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Norte. O Ipea destaca que a Região Norte possui o menor número, porém, mais do que dobrou o número de pessoas em situação de rua por lá: um salto de 8 mil para mais de 18 mil.

Outra pesquisa, revelada pela Folha de S. Paulo, mostra que são 227.087 pessoas vivendo nas ruas. Em 2013, esse número era de 21.934. O levantamento foi feito com base em dados do CadÚnico (Cadastro Único).
Dentre as causas do problema estão a exclusão econômica, que envolve insegurança alimentar, desemprego e déficit habitacional; ruptura de vínculos familiares; e questões de saúde, especialmente de saúde mental. Problemas familiares também são a causa de quase 50% das pessoas em situação de rua. Já o desemprego foi citado como causa por 40,5% dos participantes da pesquisa. 
População em situação de rua: retrato 

A pesquisa ainda mostra que mais da metade (60%) das pessoas em situação de rua não vivem na cidade em que nasceram, mas 70% delas vivem no mesmo estado de nascimento.

Os números mostram que as políticas públicas não estão sendo suficientes. Segundo o Estadão, entre 1995 e 2020 a pobreza extrema no Brasil caiu de 15% para 5%. Nos últimos cinco anos, o orçamento do Bolsa Família saltou de R$ 30 bilhões para R$ 175 bilhões. Mas os índices não melhoraram na mesma proporção.

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