De acordo com levantamento feito pelo Ministério da Economia em 2019, o governo federal tem atualmente 130 empresas estatais, aquelas que são totalmente controladas pela União.

Segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), contando companhias de estados e municípios, nosso país tem 418 estatais, líder absoluto no ranking mundial. 

Muitos brasileiros ainda são contra as privatizações de estatais e compartilham algumas lendas urbanas. Pensando nisso, trouxemos alguns mitos muito comuns relacionados às privatizações.

Vem com a gente!

Mais pobres perdem acesso aos serviços públicos

Talvez esse seja um dos principais mitos quando o assunto é privatização. Ao contrário do que muitos pensam, elas podem facilitar o acesso aos serviços essenciais, como os de comunicação e saneamento básico.

 

Sucesso de vendas da Embratel e Telebrás

Talvez você não se lembre, mas antes de se privatizar o setor de telefonia, em 1998, conseguir uma linha de telefonia custava muito caro ao bolso dos brasileiros. Era um atendimento precário, com alto custo fornecido pelo governo.

As desestatizações aconteceram e tudo mudou. Os números nos mostram isso. Em apenas cinco anos, o número de telefones fixos instalados no Brasil cresceu 144%, saltando de 20 milhões para quase 50 milhões de brasileiros. 

Os preços das linhas e dos celulares desabaram e as vendas de celulares no país aumentaram 287% no mesmo período. É o que dizem os dados compartilhados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) no começo do século. 

 

Acesso à internet só aumentou no Brasil

Hoje em dia, segundo uma pesquisa feita em 2019 pelo IBGE, quase 80% dos brasileiros com 10 anos ou mais de idade têm celular e 134 milhões acessam a internet por meio do seu aparelho móvel. 

Ou seja, a privatização do setor de telecomunicações fez com que os mais pobres tivessem acesso aos celulares e à informação.

 

Investimento privado em saneamento básico

O saneamento básico é um direito fundamental e obrigatório aos brasileiros. Mas o cenário é inverso no país. O G1 revelou que 100 milhões de pessoas não possuem acesso ao esgoto. 

Em 2020, o Congresso Nacional aprovou o novo marco legal do saneamento básico. O projeto prevê novos investimentos privados nos serviços de água e esgoto tratado, resultando em mais saúde e bem-estar aos brasileiros. O objetivo é universalizar o saneamento básico a toda população até 2033.

Fique tranquilo, mesmo com forte investimento privado, você não pagará a mais por isso. Afinal, saúde, segurança e educação são direitos fundamentais do cidadão. 

 

Empresas privadas geram mais desemprego

Ao contrário. Muitas companhias e setores privatizados crescem tanto que passam a contratar e empregar mais pessoas do que quando estavam sob domínio público.

 

Potencialização de vagas de trabalho

Antes de passar pela desestatização, a Telebrás contava com 90 mil funcionários. Bastante, não é mesmo? Pouco mais de 10 anos da sua privatização, a companhia já contava com mais de 300 mil colaboradores e prestadores de serviço por todo o país.

Outro exemplo é a Vale do Rio Doce. Um estudo divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) revela que 10 anos depois da sua privatização, o número de funcionários quase triplicou. 

Outro caso de sucesso é o da Embraer. Um artigo publicado na revista Exame indica que o quadro de profissionais dobrou anos após a sua desestatização.

 

Casos de corrupção continuam e afetam o contribuinte

Realmente, existem casos de corrupção na iniciativa privada, mas a diferença é que você e nenhum outro brasileiro pagam um centavo a mais por isso. 

Em empresas controladas pela iniciativa privada, todos os outros brasileiros não pagam cifras bilionárias ocasionadas por situações de má gestão, apadrinhamento político e, principalmente, corrupção. Ela afeta somente seus profissionais e proprietários.

Polícia Federal estima que o prejuízo por esquemas de desvios de dinheiro que aconteceram nas últimas décadas na Petrobras, por exemplo, chegou a mais de R$42 bilhões. Adivinha só quem ajuda a pagar toda essa conta? Pois é, todos nós!

 

Com privatizações, não há benefícios sociais

As privatizações de diversas estatais, como a Petrobras, Correios e Eletrobras contribuem para a criação de um fundo de renda aos mais pobres. 

De acordo com uma matéria publicada recentemente pelo Poder 360, o valor de mercado da companhia petrolífera só vem subindo nos últimos anos, chegando a R$ 376,64 bilhões.

Uma parte da quantia conquistada pela desestatização pode ser utilizada em um programa fixo de renda mínima aos brasileiros, com contrapartidas educacionais, que mais precisam neste momento. O próprio Ministério da Economia já admite essa ideia para reforçar os programas sociais.

As privatizações podem ser uma das alternativas para termos mais investimentos na área social, ajudando os brasileiros mais pobres e necessitados.

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