De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil apresentou queda de 0,1 no seu Produto Interno Bruto (PIB) no 3º trimestre deste ano. 

Na prática, serve como um sinal de alerta ao país, já que muito por conta dos efeitos econômicos da pandemia, atravessamos uma crise sem precedentes com o aumento da fome, desemprego e inflação. Enquanto isso, milhares de brasileiros continuam mergulhando na pobreza. 

Pensando neste assunto, preparamos este blog escolhendo os quatro principais desafios para a nossa economia no próximo ano. Vem com a gente!

Aumento da fome no Brasil

Segundo levantamento da Rede Penssan, quase 20 milhões de brasileiros afirmam passar 24 horas ou mais sem ter o que comer. Para você ter uma noção do tamanho do problema, este número de pessoas equivale a população inteira do Chile.

A pesquisa aborda ainda que mais 74 milhões sofrem diariamente com a insegurança de terem que passar por esta situação tão triste e deplorável.  

 

Milhões de crianças brasileiras sem comida no prato

Você sabia que 18 milhões de meninos e meninas de até 14 anos passam fome todos os dias no nosso país? Este é um dos dados compartilhados pela Fundação Abrinq. 

Além disso, só 26% das crianças de até 9 anos conseguem realizar as três refeições diárias. Importante salientar que este índice já vem diminuindo muito antes da pandemia. Segundo o Jornal Hoje, da TV Globo, em 2015, 76% das crianças tinham café, almoço e janta. De lá para cá, a estatística despencou vertiginosamente. 

 

Taxa de desemprego chegou ao índice recorde

O IBGE nos trouxe a informação que no 1º trimestre de 2021 a taxa de desempregados alcançou os inéditos 14,6%. A boa notícia é que, três meses depois, este número diminuiu para 13,2%. Porém, ainda são quase 14 milhões de brasileiros esperando por uma nova oportunidade de trabalho. 

A consultoria Austin Racing realizou uma comparação entre as 40 nações mais poderosas do planeta. Amargamos a 4ª pior colocação entre as taxas de desemprego mundo afora.

 

Aumenta o desemprego, diminui o poder de compra

O IBGE concluiu que o rendimento médio mensal do brasileiro diminuiu 3,4% em 2020 e atingiu o menor valor dos últimos nove anos. Este número apresenta um enorme problema à nossa economia. As pessoas começam a consumir menos, tornando-se um ciclo vicioso.

Pesquisa feita pela consultoria Tendências revela que a classe média brasileira encolheu e tem menos dinheiro para gastar. O consumo da classe C diminuiu 10% nos últimos anos. 

O orçamento mais apertado levou a mudanças nos hábitos de compra, que se tornaram mais limitados e enxutos. Roupas, carro zero, eletrodomésticos e até plano de saúde saíram do radar de diversas famílias espalhadas pelo país. 

 

O IPCA não para de subir ao consumidor

Com certeza você tem a sensação de que o seu carrinho de supermercado está mais vazio. E o seu bolso também. Não é coincidência.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) já acumula alta de 10,74% nos últimos 12 meses. É o maior índice dos últimos 21 anos no Brasil. 

A pesquisa recente mostra que 63% de produtos e serviços sofreram alta de preços no período.  A gasolina merece um destaque especial. O combustível já acumula alta de mais de 50% em 1 ano! 

Existem algumas razões para este crescimento: o mercado de alimentos, a energia elétrica e os combustíveis dependem bastante dos valores internacionais, que estão altíssimos. 

Além disso, estamos sofrendo muito com a atual crise hídrica, que faz com que a sua conta de luz se torne ainda mais salgada.

 

Pandemia agrava o problema crônico da pobreza no Brasil

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) revelou que houve crescimento da pobreza em 23 estados e no Distrito Federal durante a pandemia.

O Rio de Janeiro é o que mais sofreu com esta expansão. A região registrou quase 7% de aumento, passando de 16,9% para 23,8%. Significa que quase um quarto dos cariocas sobrevive com uma renda irrisória de apenas R$ 400 ao mês.

Em São Paulo, por exemplo, a população pobre alcançou 19,7%, crescimento de 5,9 pontos em comparação com 2019. 

Os dados catastróficos são consequências da inflação e o desemprego, já citados acima. O Brasil inteiro sofre com a redução de vagas de trabalho. 

 

A criação do programa de renda mínima aos mais pobres

Estes desafios nos mostram uma realidade: estamos tendo uma oportunidade especial para a discussão de um programa de renda mínima amplo, que seja mais sólido aos brasileiros, com contrapartidas a serem assumidas pelos beneficiários. 

A adesão aos cursos técnicos de qualificação profissional e manutenção dos filhos na escola são alguns exemplos de condições necessárias para ingressão no projeto. Seria um ótimo caminho para a inclusão social.

O programa de renda mínima pode ao mesmo tempo priorizar a economia e valorizar a educação. A sua criação é fundamental para diminuirmos a desigualdade, pobreza, fome e desemprego. 

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que, a partir de 2022, o governo federal será obrigado a implementar um programa fixo de renda mínima para a população de extrema pobreza. É um começo, mas ainda estamos longe do que é considerado ideal.