Déficit de mais de R$ 30 bilhões, em maio, é alerta vermelho nas contas públicas .
Fechar o mês no vermelho deixa qualquer um preocupado. Roendo as unhas, fazendo os cálculos para recuperar o controle das próprias finanças no período seguinte. Às vezes, passamos do limite no cartão de crédito e a fatura cobra. Se cobra! Com o tempo, no entanto, nos tornamos mais responsáveis, aprendemos com os próprios erros. E tudo bem, bola para frente, boleto no bolso. O importante é descobrir a fina habilidade de equilibrar os gastos.
Agora, existem despesas inexplicáveis, mistérios da matemática que deixam qualquer um de cabelo em pé. Como, por exemplo, as contas públicas brasileiras. Afinal, considerando apenas o mês de maio, o déficit foi de R$ 33,7 bilhões. Isto, em estimativa conservadora, pois há quem diga que passou dos 40. Segundo metodologia do Tesouro Nacional, o montante atingiu a marca de R$ 40,621 bilhões.
O Governo Central registrou déficit preocupante de R$ 33,740 bilhões em maio, um único mês. Em relação ao mesmo período no ano anterior, houve melhora, já que em maio de 2024 o saldo negativo foi de R$ 63,895 bilhões. A conta, porém, ainda está longe de alcançar um número financeiramente saudável para as despesas públicas. Em 2024, o ano encerrou com déficit primário de R$ 47,553 bilhões.
Em maio, a dívida bruta do governo geral já compromete 76,1% do PIB. Quer dizer, atingiu a marca de R$ 9,264 trilhões. Agora, observando a dívida líquida do setor público - soma que contabiliza os créditos e débitos das esferas federal, estadual e municipal - o valor é de R$ 7,547 trilhões em maio (62% do PIB). Na série histórica, segundo maior valor da dívida, superada apenas pelo resultado de 2002 (62,45%). E a gente aqui, preocupado com a parcela dos móveis!
A bandeira pode não ser vermelha, mas o saldo na conta é.

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